quarta-feira, 10 de abril de 2019

Suicídio

Para a Psicanálise o suicídio é um ato. E como todo ato, representa a expressão do que não foi dito!

Só se pode chamar suicida a pessoa que cometeu o ato, ou seja, nenhum suicida está vivo. Atualmente as pessoas que tentaram contra sua própria vida são consideradas tentantes. Parece apenas uma mudança de "rótulo", mas na verdade apresenta uma verdade quase que absoluta dentro da definição linguística e social.

O suicida não tem como seguir em frente, não tem como continuar sua existência. O tentante, assim como qualquer pessoa que passou por um momento de estresse na vida (depressão, acidente, câncer, etc...) vê a chance de continuar sua existência e ser feliz!

Vamos partir do pré-suposto que todo ser humano tem o direito e a capacidade de ser feliz. Bem como, todo ser humano tem o direito de escolha. A vida é um direito de escolha, por tanto, devemos respeitar as escolhas de cada um.

O que quero dizer com isso? Quero dizer que devemos respeitar as escolhas dos outros, assim como desejamos que nossas escolhas sejam respeitadas. Pode ser que para você e para mim, a vida seja algo precioso e que quem não enxerga isso está errado. Porém, cabe a mim e a você respeitar, ouvir e entender de fato o que faz com que alguém deseje atentar contra sua própria vida.

O mais importante é entender os motivos que levam uma pessoa (e quando digo uma pessoa, estou me referindo a um indivíduo específico e não de forma geral) a tentar contra sua própria vida. Cada indivíduo é único, viveu experiências únicas, tem sentimentos únicos e interpreta sua vida de maneira única. Essa é a mágica, a maravilha da mente humana. Não existe repetição, nem padronização!

Sabendo disso, devemos imaginar que o copinho de angustia de alguém que atenta contra sua vida, está cheio e aquela gota d'água que cai a mais acaba fazendo com que seja insustentável manter essa água dentro do copo. O volume do copinho é bem diferente de pessoa para pessoa.

Em um momento que tanto falamos em minorias, em respeito às diferenças e na aceitação do eu, devemos compreender que a necessidade de pertencimento do ser humano é nata e por tanto, devemos buscar este pertencimento e fazer com que outros possam também pertencer. Os celulares e vidas digitais cada vez mais nos trazem uma virtual sensação de pertencimento, enquanto a vida carnal fica a espera de acolhimento.

O tentante é uma pessoa normal, comum, que teve o seu copinho cheio e a ponto de transbordar. Devemos pensar: -O que estamos fazendo para esvaziar o copinho do outro?
Para fazer isso devemos simplesmente ouvir! Ouvir de coração, sem conselhos, julgamentos e comparações. Apenas ouvir o outro com empatia, como ensinou o psicólogo Carl Rogers.

Se você precisa de apoio, de alguém que possa te escutar, ligue ou entre em contato via chat com os amigos da vida de Campinas.  https://sociedadeamigosdavida.org.br/


Se quiser agendar uma consulta, mande uma mensagem ou entre em contato comigo através do número:
019 98247-0462
Eduardo Psicanalista

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